As ações humanas têm tudo a ver com os eventos climáticos catastróficos que o mundo está enfrentando nos últimos anos.

O crescimento urbano desordenado, a falta de infraestrutura de drenagem e a impermeabilização do solo, o desmatamento, a poluição, o descarte inadequado de resíduos no meio ambiente são fatores que contribuem para o aumento da vulnerabilidade do estado a inundações. 

Nosso estado sofreu drasticamente com as cheias de 2024. Foram milhões de pessoas atingidas, entre desalojadas, desabrigadas, m0rtas ou desaparecidas, sendo 96% das cidades gaúchas afetadas. A maior tragédia climática que assolou o Rio Grande do Sul deixou marcas que jamais serão apagadas.

Além dos danos materiais, os gaúchos ainda enfrentaram problemas de saúde, sociais e econômicos em decorrência da enchente de 24. Muitos, ainda, perderam seus bichinhos de estimação, o emprego e sofrem com problemas psicológicos resultantes dos traumas enfrentados.

Acontece que, um ano após viver esses eventos catastróficos, o estado volta a ver de perto a água subindo pelos ralos de suas casas que, mal foram reconstruídas, já tornam a estar alagadas. Triste casualidade ou consequência dos atos humanos? É verdade que esses fatos também podem ser decorrentes de eventos naturais. Contudo é inegável que, associados às ações humanas irresponsáveis, eles se tornam ainda mais intensos.

O crescimento urbano desordenado, a falta de infraestrutura de drenagem e a impermeabilização do solo, o desmatamento, a poluição, o descarte inadequado de resíduos no meio ambiente, entre outros fatores, contribuem para o aumento da vulnerabilidade do estado a inundações. As ocupações de áreas de risco, juntamente à falta de planejamento de drenagem do solo, dificultam o escoamento das águas da chuva. A falta de investimentos em infraestrutura de drenagem urbana, como galerias pluviais e sistemas de esgoto adequados, agrava ainda mais esses problemas.

Tudo isso, sem políticas urbanas eficientes e investimentos assertivos, permite que os rios invadam as cidades, bem como esgotos, arroios e córregos transbordem, aumentando os transtornos. Vale ressaltar que nós também somos responsáveis por tudo que temos presenciado, não só no Rio Grande do Sul, mas no mundo todo, já que as mudanças climáticas também impulsionam tamanhos desastres: calor e frio que m@tam, as chuvas que alagam, os ventos que derrubam árvores, o fogo que destrói florestas. Assim, respondendo à pergunta introdutória deste artigo: TUDO! As ações humanas têm tudo a ver com os eventos climáticos catastróficos que o mundo está enfrentando nos últimos anos.